Contratar pessoas sem experiência – Vale a pena para a empresa? - Via Contabilidade

Contratar pessoas sem experiência – Vale a pena para a empresa?

  • dezembro 2, 2019

Contratar pessoas sem experiência profissional pode ser um grande desafio para as empresas, porém, também uma excelente oportunidade. Quem ainda não trabalhou em outras companhias não carrega vícios adquiridos ao longo de uma extensa carreira e tende a ser mais dedicado a aprender suas funções, pois tem o entendimento de que está na fase de formação.

Será que contratar pessoas sem experiência vale a pena para minha empresa?

Um candidato sem experiência num processo seletivo é como um quadro em branco que pode receber as tintas da empresa e se tornar um colaborador alinhado com aos valores organizacionais bem como realizar suas tarefas exatamente como se espera. Profissionais que já trabalharam em outros empreendimentos tendem a trazer para seus novos empregos metodologias utilizadas em outros contextos.

Embora em muitos casos seja positivo contar com esse arcabouço de vivências pode ser mais complexo desconstruir comportamentos viciosos nesses indivíduos. Por exemplo, ainda que na sua companhia se utilize um determinado software para editar imagens pode acontecer de um designer experiente e adaptado a outro dar o seu ‘jeitinho’ para seu editor favorito. Esse é apenas um exemplo de vícios que os profissionais mais experientes carregam, eles podem se manifestar das menores até as maiores coisas.

Desse ponto de vista, pode ser bastante vantajoso dar uma chance para alguém que ainda não tem experiência. Contudo, existe o outro lado da moeda que é a falta de jogo de cintura diante de situações corriqueiras dentro de uma organização e o desconhecimento dos processos na prática. Continua sem saber se vale a pena ou não? Não se preocupe, pois ao longo do artigo vou apresentar os prós e contras de maneira que será mais simples responder essa pergunta em relação ao seu negócio especialmente.

Competências são competências

Os anúncios de vagas abertas na sua companhia certamente trazem uma lista de competências necessárias para ocupar o cargo. Dentre os tópicos podem estar ser fluente num determinado idioma, ter conhecimento avançado de um software, ter formação acadêmica em alguma área em particular entre outros. Os candidatos, com ou sem experiência, serão avaliados com base no filtro dessas necessidades.

Estou tentando dizer que o fato de uma pessoa não ter experiência não quer dizer que ela não é tecnicamente qualificada para a vaga disponível. Se o indivíduo atender a todos os requisitos de maneira mais satisfatória que os demais concorrentes experientes por que não lhe dar uma oportunidade? A experiência só é um fator diferencial quando se tem urgência pela produção do ocupante da vaga, se houver tempo para adaptação e familiarização com as funções não será tão problemático ensinar.

Faixa salarial

A experiência do candidato pode interferir no salário pretendido por ele, como o mercado vive um momento de carência de qualificação a negociação de valores se tornou mais comum. Sendo assim pode sair inicialmente mais em conta contratar um profissional que está se inserindo no mercado. Contudo, ressalto a relevância de manter os valores dentro do teto da categoria, afinal esse indivíduo pode se tornar um talento a ser retido no quadro de colaboradores.

Características pessoais

Outro ponto em que os candidatos inexperientes podem se destacar é na prevalência de alguns traços de personalidade como liderança, proatividade e sinceridade. Conforme os profissionais vão adquirindo mais experiência no mercado vão sublimando determinados comportamentos. Os recrutadores de RH devem atentar para o perfil pessoal que mais combina com a vaga aberta.

Quando a experiência faz falta

Como já mencionei em alguns casos as companhias abrem processos seletivos por uma emergência, um cargo estratégico que ficou vago ou uma nova necessidade que surgiu em algum setor. Se o desempenho em alto nível for essencial num curto espaço de tempo pode ser interessante contratar um indivíduo mais preparado, isto é, que além das habilidades possua a expertise de já ter desempenhado função semelhante em outra corporação.

Outra situação em que ser experiente faz a diferença é quando a companhia ou o setor especificamente não tem uma estrutura preparada para um acolhimento efetivo do profissional. Uma pessoa em início de carreira, que nunca trabalhou em outro lugar, precisa de colegas que o auxiliem nas questões de relacionamento interpessoal e práticas da função. A falta dessa estrutura pode fazer do colaborador ineficaz.

Faça uma análise dos prós e contras

A contratação de um profissional sem experiência pode ser uma oportunidade para o desenvolvimento de alguém mais alinhado com as necessidades organizacionais da sua empresa. No entanto, em momentos de crise pela falta de um profissional estratégico ou na falta de uma estrutura mais sólida do departamento funciona melhor ter alguém experiente.

Obviamente que não é uma regra, as características pessoais e o tipo de função a ser realizada colaboram para entender se aquele indivíduo sentado do outro lado da mesa é o ideal para aquela vaga.

Fonte: Marcus Marques

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